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25/07/2019

Profissão Motorista: a importância para a economia brasileira

Eles são peças indispensáveis para o desenvolvimento do nosso país, e ainda assim enfrentam desafios diários em uma luta pela paixão à profissão e pela melhoria da sua situação laboral.

O Transporte Rodoviário é responsável por mais de 60% das cargas transportadas no país. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofre grande influência do setor. Se a atividade é interrompida, seja por greves ou outras causas, a economia se paralisa, pois muitos dos outros setores dependem das mercadorias e insumos que são transportados em caminhões: combustíveis, insumos, alimentos, remédios, e até abastecimento de água etc. 
Raio-X do Transporte Rodoviário

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza, periodicamente, estudos e pesquisas para analisar a real situação do segmento no Brasil atual. Em um informe com dados de 2016, o setor de transporte contava com 195 mil empresas atuantes no total, sendo que o Rodoviário responde por 81,3% delas. Eram cerca de 2,5 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada, 68,2% pertencentes ao transporte rodoviário. Isso sem contar os transportadores autônomos e empresários independentes, que são estimados em outras 2 milhões de pessoas.

Portanto, o setor de transporte rodoviário (incluído transporte de passageiros) foi responsável por gerar 51,3% da receita de serviços em 2016. Hoje, esse cenário ainda não mudou muito, pois houve um momento de paralisação no mercado em 2018, por conta das greves e da alta de combustíveis.

As paralisações trazem implicações severas, especialmente nos pequenos e médios negócios. Além disso, prejudica a prestação de serviços emergenciais, como a entrega de materiais de saúde, e afeta o carregamento nos portos, gerando perdas econômicas enormes. 

Junto ao segmento sobrevivem outros mercados, como o das montadoras, que mantém as vendas porque no Brasil ainda existem investimentos tanto estatais como privados no transporte rodoviário.
Raio-X do Motorista

A CNT publicou ainda uma pesquisa sobre o Perfil dos Motoristas de caminhões 2019. Entre as informações, está a idade média destes profissionais, que gira em torno dos 45 anos, com uma renda líquida mensal de R$ 4.609,35 em média.

O tempo de profissão é de 18,8 anos, com uma rotina de trabalho de 11,5 horas por dia, rodando em média mais de 8 mil quilômetros ao mês.

Sobre os pontos positivos da profissão, 37,1% dos entrevistados pela CNT opinam que está a possibilidade de conhecer novas cidades e países, 31,3% diz que gosta de conhecer pessoas, e 27,5% opina que é uma profissão com horário flexível.

Já nos pontos negativos, 65,1% apontam o perigo e insegurança, 31,4% afirmam ser uma profissão desgastante, e 28,9% reclamam do convívio familiar comprometido.

Desafios da profissão
Sabe-se que ser transportador é uma profissão arriscada e que exige disposição. Entre os principais desafios está o valor do frete, que é comprometido cada vez mais com a alça dos combustíveis e os custos de manutenção devido à má qualidade da infraestrutura das estradas e rodovias brasileiras. Outro problema de rotina no transporte rodoviário é o alto risco de acidentes, transformando esta em uma profissão muitas vezes insegura.

Além disso, hoje é necessário mais do que somente a CNH de motorista para se profissionalizar na área. O domínio sobre diferentes tipos de transporte e as tecnologias embarcadas nos caminhões conta muito na hora de conseguir um frete. Assim, o investimento em treinamentos e cursos também deve ser considerado na hora de calcular os ganhos de um motorista profissional.

Mas algumas conquistas já aconteceram, como a Lei do Motorista. O controle obrigatório da jornada de trabalho limita o tempo ao volante e exige paradas de descanso ao longo de uma viagem. É um fator que pode ajudar a diminuir o risco de acidentes, pois faz com que o caminhoneiro não fique longas horas ao volante, e limita também o uso de entorpecentes para burlar o cansaço.
São muitos desafios, porém manter o ânimo é fundamental, pois graças a esses profissionais se desenvolve nosso país. Eles nos trazem conforto, alimento, saúde e tecnologia, tudo carregado nos seus caminhões. Parabéns caminhoneiros pela coragem, esforço e dedicação diária ao volante. Boa viagem!

02/07/2019

Jornada excessiva está entre as principais causas dos acidentes com motoristas

Amigo motorista!

Você sabia que o excesso de jornada é uma das principais causas de acidentes de trânsito com caminhões no Brasil? 
De acordo com a lei 13.103 a jornada diária do motorista é de 08 horas, podendo ser prorrogada por mais 02 ou 04 horas em caso de acordo coletivo. 

Lembre-se é muito importante a cada 5:30 horas de direção, descansar no mínimo 30 minutos e na hora do almoço parar 1 hora no mínimo, que deverá ser realizado das 10 da manhã às 15 da tarde. 

O descanso diário deverá ser de 11 horas, sendo 08 horas ininterruptas. 

Se estiver cansado ou se irá estourar a jornada diária, jamais siga viagem, mesmo que isso possa ocasionar atrasos para o carregamento, e qualquer eventualidade entre em contato e nos comunique. 

Lembre-se, alguém está lhe aguardando em casa.

26/06/2019

Regras que Salvam Vidas na atividade do transporte da BRF

Entenda mais duas regras para sua segurança no transporte, carga e descarga


A Rodoviário Monte Sereno está constantemente realizando treinamentos e capacitações com sua equipe de motoristas para manter a qualidade e segurança na operação de ponta a ponta.
Recentemente, foram repassadas as 10 Regras que Salvam Vidas, do Programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da BRF. Em um post anterior, explicamos as duas primeiras regras. Agora confira mais duas para otimizar sua operação:

Utilize os calços sempre que o veículo estiver estacionado 
Para evitar o deslocamento do veículo, já seja acidental ou não, é obrigatória a utilização de calços nos pneus quando o caminhão estiver estacionado ou no processo de carga e descarga. A BRF exige que o equipamento seja utilizado nos caminhões parados em pátios, estacionamentos e docas da empresa.

Os calços devem ser parte do kit de segurança do motorista, sendo obrigatório que esteja disponível junto a demais componentes como uniforme, colete, triângulo sinalizador, cones, etc. Como padrão, os calços devem ser de cor amarelo segurança. 

Não movimente o veículo em processo de carga e descarga

Somando-se à regra anterior, o motorista não está autorizado a movimentar o veículo durante o processo de carga e descarga, sem a autorização de um colaborador da BRF. Após encostar na doca, a chave do caminhão deve ser retirada da ignição e entregue ao responsável da empresa.
Isso é uma medida de segurança para evitar acidentes no processo de carga e descarga de produtos. Só após o término da operação, que será sinalizado e autorizado pelo colaborador da BRF, é que será devolvida a chave para movimentar o caminhão.

Segurança no trabalho

É importante entender e aplicar a direção defensiva e as Regras que Salvam Vidas durante a operação de transporte. Estes detalhes definitivamente irão ajudar a diminuir o risco de acidentes tanto na rodovia como durante a carga e descarga do caminhão. A segurança no transporte também depende, e muito, da ação de cada motorista. Quanto mais instruídos,maior a capacidade para planejar melhor as ações em todo tipo de situação, seja roubos,acidentes, infrações de trânsito, entre outras.

Acompanhe os próximos posts para saber quais são as seguintes regras que ajudam a proteger a tua vida no trabalho!

27/05/2019

RNTRC: tudo o que o Transportador Autônomo precisa saber

RNTRC: tudo o que o Transportador Autônomo precisa saber
Seja qual for sua área de atuação, estar em conformidade com a lei é uma das principais preocupações do transportador. É importante cumprir todas as regras e determinações, pois qualquer multa ou penalização pesa no seu caixa, e isso ninguém quer.
Principalmente no caso do transportador autônomo, que se responsabilizar sozinho por toda a documentação e logística das suas viagens.

Por isso vamos comentar sobre o RNTRC, que é um registro essencial para as empresas do ramo de cargas no Brasil. Acompanhe este texto para saber um pouco mais sobre sua função, regras e exigências.

O que é o RNTRC?

É a sigla para Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas. Está vinculado à Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, e é obrigatório a todos que trabalham neste ramo, seja uma transportadora ou um autônomo, segundo a Resolução ANTT nº 4.799/2015.

É muito importante estar em dia com esse cadastro pois assim é possível se manter atualizado em relação aos valores de fretes estabelecidos pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos – CNTA.

Para que serve?

O RNTRC é um registro que serve, principalmente, para evitar a informalidade, disciplinar e padronizar a prestação de serviços no transporte no país. Assim, é uma proteção às empresas que precisam contratar transporte para escoar seus produtos, e também é uma segurança ao transportador que garante estar de acordo com a Lei e devidamente identificado pelo Governo.

Também merece destaque o fato de que o RNTRC contribui para a redução de crimes no setor. Isso acontece porque o sistema de identificação vem sendo modernizado e muitos veículos são rastreados com um chip. Assim, as cargas clandestinas, fora dos limites de peso ou dos padrões exigidos pela ANTT são identificadas com mais facilidade.

Através do RNTRC a ANTT também coleta dados sobre o panorama atual do mercado de transporte de cargas no Brasil.

Se eu já tenho o RNTRC, devo me recadastrar?

O recadastramento é obrigatório a todos os transportadores que se inscreveram antes de 28 de outubro de 2015, data em que entrou em vigor a nova regulamentação do RNTRC. As etapas oficiais de recadastramento terminaram em 2017. Porém, se sua empresa ainda não está regularizada, você pode solicitar o recadastramento a qualquer momento nos Pontos de Atendimento para TAC. Para saber qual está mais perto de você, os pontos podem ser consultados no site da ANTT.

O que é necessário para fazer o RNTRC?

O Transportador Autônomo de Cargas – TAC deve apresentar os seguintes documentos para tirar ou renovar seu registro:

Carteira Nacional de Habilitação;

Número do CPF;

Comprovante de residência recente;

Registro prévio realizado no RNTRC (para recadastramento);

Para novos cadastros, é preciso entregar um comprovante de aprovação de formação profissional. Isso se consegue com o diploma de curso para Transportador Autônomo, ou realizando uma prova aplicada pelo SEST/SENAT;

CRLV vigente de cada veículo para comprovação de ser o proprietário, coproprietário ou arrendatário do caminhão;

Dados sobre a TARA do veículo;

CNH vigente de cada TAC-auxiliar (funcionário ou colega de trabalho), sendo que o principal pode cadastrar até dois auxiliares.

Após o registro das informações, o transportador receberá os adesivos para identificação visual do veículo, que devem ser colocados nas laterais externas da cabine e de cada reboque ou semirreboque, em ambos os lados e em locais visíveis.
Destaca-se que o Transportador Autônomo pode cadastrar até três veículos em seu nome, e até nove implementos rodoviários vinculados a estes três caminhões. O registro vale por cinco anos.

Importante: O transportador deverá providenciar a atualização no cadastro do RNTRC sempre que ocorrerem alterações nas informações prestadas à ANTT, como os representantes legais, responsáveis técnicos, frota, filiais, dentre outras.

O que acontece se não regularizar o RNTRC?

As empresas e autônomos que não estiverem cadastrados estão proibidos de prestar serviço de transporte de cargas. Além disso, sofrerão penalidades que vão de advertência a cancelamento do registro, dependendo da gravidade da infração.

As infrações previstas na resolução da ANTT para multas do RNTRC são realizar o transporte de cargas:

em veículo de categoria particular (multa de R$ 1.500);

sem estar inscrito no RNTRC (multa de R$ 1.500);

com o registro no RNTRC suspenso ou vencido (multa de R$ 1.000);

com o registro cancelado (multa de R$ 2.000);

em veículo não cadastrado na frota do transportador (multa de R$ 750);

Também está sujeito à aplicação de penalidade o transportador que deixar de atualizar as informações cadastrais (multa de R$550) ou que apresentar informação falsa para inscrição no RNTRC (multa de R$3.000).

Além disso, a irregularidade no registro do RNTRC pode acarretar a impossibilidade da contratação dos seguros obrigatórios, bem como o impedimento de contratação do transportador por meio do Pagamento Eletrônico de Frete - PEF.

Para conferir se você está regularizado, é possível fazer a consulta através deste portal online. A pesquisa pode ser feita pelo CNPJ, número do RNTRC, por localidade ou por placa de veículo, facilitando muito o reconhecimento de empresas irregulares que prestam serviço de transporte no país. Se você não estiver com seu registro atualizado, vá ao Ponto de Atendimento mais próximo e regularize sua situação. Não corra riscos, transite legal. Boa viagem!